Quando espreito para dentro de mim é uma multidão que vejo. Uma multidão doida, em fúria, gritando. Eu grito demais. Choro demais, desespero demais, vivo e revolto-me demais. Sofro demais. Tudo o que quero é para ontem. Esperar é um verbo que desconheço, que ultrapasso na ânsia dos dias. Dou-me demais, exijo demais dos que me tomam as horas, e sinto tudo à flor da pele. Demais. Penso demais, preocupo-me demais, pergunto demais, amo demais. Ponho-me, por inteiro, em tudo o que faço, e quando me dou é sem medida, intensa e desesperadamente. Vivo demais, e há quem me sinta definhar. Sonho demais, e há quem me sinta desperta e atenta. Dou demais, e há sempre quem ouse exigir o que não dei. Quando me magoo, magoo demais. E se me magoam, dói demais. Em tempos perdoei demais, esqueci demais, sorri demais. E hoje penso que fui benevolente demais. Que houve quem não merecesse um sorriso meu e tivesse levado cabazes deles. Que houve nuvens negras que atravessei sem me sentir fraquejar, e sem largar da mão os que me seguiam, inquietos pelo avanço das ondas de um mar em turbilhão. Fui fiel demais, leal demais. E depois, em virtude dessa forma de ser e de estar, fui traída demais, enganada, defraudada demais. Hoje sou feliz (e não é demais), porque já penei demais. Já dei demais, sem pedir nada em troca. Já chorei demais, sem retorno das lágrimas largadas ao vento e na sombra. Hoje mereço ser quem sou, e tenho orgulho em mim. Terei defeitos, por certo. Demais! Mas sei que onde passo tenho amigos – e inimigos, que ser consensual é pouco estimulante – e sei que onde mexo deixo marca. Sou tudo e sou nada, sou o vento e sou a árvore que ele atira ao chão. Sou o fogo que queima e a água que apaga as chamas. Sou a liberdade, sem aguilhões que me prendam, sem mordaças que me silenciem. Mas sou também o silêncio, a solidão e o pensamento. Sou mente despenteada. Demais…
O tempo esvai-se em finas gotas de nada… O silêncio denuncia a madrugada, expectante, fervilhando já dessa azáfama de saudades assassinadas que, mais logo, seremos nós. O relógio, lento, quase parado, espera. À espera do tempo do tempo, esse tempo nosso, em que temos finalmente tempo para as conversas do olhar, do sorriso, da candura pousada nas mãos que se entrelaçam ao cair da noite. O tempo é inclemente, sem paixão nem pressa, sem desejos amorosos para fazer cumprir. Mas nós, eu e tu, ansiamos em quase desespero pelo momento que há-de ser o momento do reencontro. Espero-te aqui, e tu aí, tão longe, ainda que perto te sinta no cheiro, no calor da alma, na brisa que me sopra e quase implode o coração ansioso. Como se arrasta na demora, este relógio malvado! Como demora o tempo de ter tempo para trocar abraços e saborear a magia dos beijos…
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"Olha-se para ti e vê-se um arco-íris" (Poeta).
"És a melhor mistura de mel, sal e pimenta, com uns pós de seda" (Poeta).
"Brilhas como o Sol" (Poeta).
"Distante distância apenas a um toque de dois dedos. Dois dedos de conversa para um momento se tornar uma vida vivida. Aos quilómetros que nos passam ao lado segue-lhes o rumo cada segredo que te conto. Vou ouvindo a melodia que me sopras ao ouvido, e imagino-me voando nos teus cabelos, bem perto da tua boca. Dançando nesse dueto e misturando-me numa amálgama de efeitos especiais de um espaco atemporal, sei saber de ti e dou de mim tambem. Os teus passos não se ouvem, mas sei que caminhas como eu para ti. A distância só é distância quando distantes queremos estar" (Poeta).
"Estavas mesmo linda" (Poeta).
"Sábios os teus labios, que sabem tão bem o bem que sabem aos meus" (Poeta).
"Não esqueço as saudades" (Poeta).
"Havia no mar aquele cheiro a saudade... Trazia com ele o medo arrancado com unhas de papel. Ao odor forte e doce juntei-lhe a minha lágrima desfeita ao luar de tantas noites tão claras. O meu sopro de vida ia e vinha ao sabor desta maré tão nua e despida de despedidas. Vestia na alma réstias de esperanca em frangalhos e molhos d'água nos olhos tão secos. Nada nadava a meu lado, a não ser um ser fragilmente ágil em águas carregadas de minhas mágoas. Mas não me sentia sozinho... Tu estavas a meu lado" (Poeta).
"Tu mereces o mundo" (Poeta).
"Adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te, adoro-te... Ah! E adoro-te" (Poeta).
"Não há palavras que te definam" (Poeta).
"Queria ser pássaro. Queria ser poeta na voz de alguém e cantar como ninguém. Poder voar à noite só para te deixar um beijo e fazer parte dos teus sonhos. Dizer-te o conjunto das palavras mais bonitas que ainda ninguém conseguiu escrever. Ser em ti não só existência, mas a essência das pequenas coisas que me fazem ser o que sou. Escrever-te na palma da mão, e mesmo não sabendo lê-la, perceberes que te quero para mim. Viajar por entre os teus cabelos, mergulhar no teu olhar e deixar-me definhar na tua boca. Ver e sentir o mundo num só momento a cada vez que te olho. Queria ser tudo, mesmo tendo tão pouco. Mas bastará que me queiras e terei o mundo todo na mão (Poeta).
"Comboios de beijos para ti" (Poeta).
"Bora pintar o céu de estrelas?" (Poeta).
Lembras-te de quando eu era ainda apenas eu, e tu apenas tu? Quando tu e eu nada sabíamos e éramos apenas nós? Eu sabia de ti e tu de mim, mas não sabíamos de nós. Já era bom não saber de nós, mas agora que sei prefiro assim. Sabe bem melhor. Sei de ti, sei de nós. Saberás tu também tudo isto que eu sei? Sei que sabes de mim, como também sei que sabes de nós. E sabe bem saber o que sabemos... (Poeta).
Hoje sento-me aqui para desabafar contigo. No teu leito de morte (e tu sabes como lamento que morras, apesar dos teus quase 140 anos, ou talvez mesmo por todos e cada um deles, e por todas as aventuras e desventuras, por todos os sorrisos e por todas as lágrimas que partilhei contigo), não ousarei mentir-te e dizer-te que nunca te deixaria. Sabes bem que há muito tempo tentava deixar-te. Tentei debalde despir a camisola daquele amor que nos demos, desde aquele primeiro dia, que já não era o mesmo. Um amor estranho, atraiçoado pelas tuas imperfeições, definhando, mas ainda assim um amor inequívoco.
Terei sido uma das primeiras pessoas a sentir-te o pulso fraco, um prenúncio de morte chegando em cada gesto lento, retorcido, em cada dificuldade nova, em cada suspiro exalado quase com desdém por mim e por todos quantos diariamente tentavam dar-te a mão e ajudar-te a levantar. Todos os dias, um após o outro, chegávamos com sorrisos, que tu não vias. Queríamos, sem excepção, adivinhar-te novas aventuras, espalhar o teu nome por esse mundo que havia de ser teu, como já era de cada um de nós. Mas tu, às vezes passivo, quase sempre indiferente aos nossos esforços, ias esmorecendo, adoecendo, minando os sonhos de quem te abraçava com esperança.
Hoje, neste leito de morte onde te esvais, onde venho sentar-me para a despedida, já quase em lágrimas enxutas de saudade, digo-te que te amei. Sei que não és um dos grandes. Sei que não és famoso e galardoado. Sei que és pequenino e fraco às vezes. Mas és meu. Um bocadinho meu, pelo menos. Crescemos juntos, eu e tu. Em cada aventura partilhada, em cada momento de luta, em cada gota de cansado e pensativo suor que me escorria pelo rosto. A diferença de idades não nos afastou, antes pelo contrário. Cresci contigo e fiz-te crescer também, ao meu jeito de menina buscando segredos para revelar. Revelámos alguns em conjunto, e houve pessoas que vieram ter connosco por mim, e outras por ti, pelo teu nome, mais conhecido do que o meu.
Bem sei que muitas vezes me zanguei contigo, que quis deixar-te e não voltar a folhear as páginas da nossa história. Quis esquecer-te, talvez odiar-te, mas não fui capaz. Não sou capaz, mesmo agora, que sei que te vais e levas contigo os meus sonhos mais sonhados, os meus anos mais dourados. Vejo-te morrer a cada dia, e sei que não tenho forças para estancar o teu sofrimento. O nosso, que sofro e sofrem todos os teus amigos contigo. Somos muitos. Alguns partiram já, mas guardam-te na memória. São, também eles, pedras do teu castelo.
Por ti passaram tantos momentos de glória e de desconforto, de raiva e de dor, de medo e de descoberta, de alegria e de amizade. Estão todos guardados num baú mágico de lembranças, onde as boas hão-de sempre dissipar a água turva que cobre as más. Tens amigos que foram e voltaram, outros que nunca te deixaram, como eu. Há os que falam mal de ti, mas que um dia terão saudades. Eu sei que as terei, se não as tenho já, agora que sei que te vais. Partilhámos sete (apenas sete!) dos teus quase 140 anos. Sei que muitos não acreditarão, mas terei sempre saudades tuas. E hoje, no teu leito de morte, venho desabafar contigo. Para dizer em surdina o adeus que nunca poderei verbalizar. Sempre se disse que terias vida efémera. Muitas vidas, diárias, sucessivas. Mas o adeus, em definitivo, soa ao fim que tantos te vaticinaram, mas que não desejava. Há muito que queria deixar-te, é verdade. Mas não assim…
Também lembro sempre de ti boneca e de outros nossos colegas com muitas, muitas saudades... Sim, comigo tudo vai bem, apesar de estar muito trabalho... espero que contigo esteja tudo bem, pois és lutadora e uma pessoa fantástica :) Desejo o melhor para ti e pos "teus"!
E passa sempre que quiseres por aqui ou liga quando quiseres para um simples café :)
ola tudo bem? ja vai um tempito que nao nos vemos... temos de combinar algo...uma idazita a torres... hhuummm de surpresa eheheh espero que esteja tudo bem linda! beijinhos fica bem
Olá Carla :) Há coisas que por muito tempo que tenham nunca se esquecem... recordo-me dos bons momentos de gargalhadas que passei com as 3 maninhas... Carlinha, Juju e Lalau (crescida que ela está tambem!)... As festinhas de aniversário, as conversas, o Nunzio (NZ)!!!! loooooool (Mal eu sabia que quando tivesse a carta ia ter um igual, mas branquinho e menina...loool é carrinha!!) Enfim... é bom recordar todos esses momentos com saudades e ao fim de alguns anitos, apesar da distância que a vida nos impõem, voltarmo-nos a encontrar aqui e agora nestes formatos tecnológicos que outrora não existiam... loool Um beijinho mto grande e tudo de bom para ti :) ***
Olá Maninha! =) Muito obrigada aos dois pelo carinho! É muito importante saber que as pessoas que nos são queridas nunca nos esquecem! Beijinhos
<3 ***** P.S Adorei a prenda (e não fui só eu! :P)
Arrastar de ossos é uma forma de estilo, porque, se assim não fosse, a esta hora, no lugar de estarmos aqui a conversar com esta maravilha tecnológica, estarias a fazer uma sessão espírita para me contactares. A vida é uma anedota, os tropeções são muitos e nem sempre o astral é dos melhores. Mas, os erros e as desilusões são sempre uma lição e há que aprender com eles. Digerida a situação, só há um caminho: seguir em frente. E é o que estou a fazer com ânimo redobrado e na certeza de que estou no caminho certo.
olá menina. Cá vou arrastando os ossos e vendo passar os dias e as noites. Mas, sobretudo, e o que é importante, vivinho da silva. anedotas? agora recebo muito poucas ou quase nenhumas. mas também para quê se a vida muitas vezes é uma perfeita anedota? Vai dizendo coisas
Carlinha :) mts parabéns para ti, espero q estejas bem... há mt q n sei de ti, por onde andas? O q é feito da tua vida?... vê se mandas lembranças, como se diz no anúncio hehe
:) só não percebo porque é que as pessoas escolhem o caminho mais fácil, mesmo quando sabem que magoa as pessoas e que por ser mais fácil, não quer dizer que seja o mais correcto. Que neste caso, claramente não é. Quando chegas? I miss you :(
Também lembro sempre de ti boneca e de outros nossos colegas com muitas, muitas saudades... Sim, comigo tudo vai bem, apesar de estar muito trabalho... espero que contigo esteja tudo bem, pois és lutadora e uma pessoa fantástica :)
Desejo o melhor para ti e pos "teus"!
E passa sempre que quiseres por aqui ou liga quando quiseres para um simples café :)
Beijos mil
Luísa*